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	<title>JM1 - Jornal das Montanhas - Manhuaçu - MG &#187; História das Histórias</title>
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	<description>O Jornal que você Lê e sabe que respeita sua inteligência.</description>
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		<title>Nossa homenagem aqueles que fazem a história de Manhuaçu</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História das Histórias]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Devair Guimarães de Oliveira A coluna História das Histórias dessa quinzena homenageia Benoni da Paixão de 71 anos, nascido em 12 de abril de 1940, casado com Dulcinea Antônia da Paixão, pai de três filhos Emerson Luiz da Paixão, Neilor Carlos da Paixão, Chardson Roberto da Paixão e uma netinha Zarah filha de Emerson. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><em>Por Devair Guimarães de Oliveira</em></span></p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/11/benoní_500x375.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-39018" title="benoní_500x375" src="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/11/benoní_500x375.jpg" alt="" width="203" height="333" /></a>A coluna História das Histórias dessa quinzena homenageia Benoni da Paixão de 71 anos, nascido em 12 de abril de 1940, casado com Dulcinea Antônia da Paixão, pai de três filhos Emerson Luiz da Paixão, Neilor Carlos da Paixão, Chardson Roberto da Paixão e uma netinha Zarah filha de Emerson. Benoni começou a trabalhar na roça com 7 anos e aos 29 anos, muda do Distrito de São Pedro do Avaí para a sede do município Manhuaçu e ingressa no Hospital Cesar Leite tendo uma carreira vitoriosa sendo o funcionário mais bem preparado de sua época.</p>
<p>“Começo dizendo que fui o primeiro funcionário do Hospital Cesar Leite a fazer um curso técnico pelo Instituto Científico Químico do Rio de Janeiro, curso por correspondência. Posteriormente por causa desse aprendizado que tive outros testes, cursos técnicos, estágio no Hospital das Clínicas em Belo Horizonte, fui considerado por alguns médicos como o enfermeiro mais capacitado do HCL. Três fatos importantes marcaram minha vida. Ninguém sabia por que ele estava tendo convulsão, o paciente havia dado entrada no HCL com traumatismo craniano, parecia que estava tudo bem. O médico achou que o paciente estava bem e deu alta, na rua ele sofreu uma convulsão, os médicos consultaram o relatório que fiz onde constava temperatura, pressão arterial, batimentos cardíacos e ele foi transferido para Belo Horizonte a tempo de se recuperar.</p>
<p>Outro caso foi uma transfusão de sangue, naquela época não tinha o Hemominas, então o sangue era aplicado de qualquer maneira; houve uma incompatibilidade e a pressão do paciente foi para 22/12, temperatura 40, encalombou todo e a gente não encontrava o médico, então eu tive a audácia de pegar três injeções que eu sabia que ele tinha que tomar, retirei o sangue da veia dele e apliquei as injeções. Depois de quatro horas  eu consegui falar com o médico pedi a ele que, pelo amor de Deus, fosse ao hospital; ele perguntou porque e eu falei que era para receitar o remédio que eu havia aplicado, ele falou “você ficou doido?”eu disse não, o Senhor só vai saber quando chegar aqui no hospital. Quando ele chegou ao hospital pediu que eu retirasse o sangue da veia e eu disse que já havia retirado, aí a mulher do homem falou “se não fosse esse enfermeiro meu marido estaria morto”. O médico só olhou para mim e falou “eu sei que ele é competente”. O terceiro caso que também marcou minha trajetória na enfermagem foi um paciente que estava se preparando clinicamente para ter a perna amputada, eu cheguei perto do médico e falei “o senhor podia receitar Fibrase e Rifocina para eu curar a perna do senhor Olimpo”; ele perguntou “você acha que eu acredito?” eu falei “acho” aí ele suspendeu a cirurgia e eu comecei a fazer os curativos com uma técnica que eu havia aprendido lá no Hospital Das Clínicas em Belo Horizonte, comecei a fazer os curativos e com cinco dias ele pediu que eu retirasse as faixas, olhou e já estava quase bom. Daí mais três dias pediu para olhar de novo e daí a poucos dias liberou o paciente; e depois de vinte anos a filha dele me procurou para mostrar que tinha colocado o meu nome no filho dela e mostrar que o pai dela depois de vinte anos ainda estava bem”.</p>
<blockquote><p>Benoni da Paixão nascido em 12 de abril de 1940 no Distrito de São Pedro do Avaí Município de Manhuaçu. É casado, tem três filhos. Sua trajetória profissional começou aos 07 anos na zona rural, onde teve uma carreira vitoriosa, durante 37 anos. 12 anos de enfermagem e 25 anos no Departamento de faturamento. Foi o primeiro funcionário a ter um curso Técnico de Enfermagem, no período de junho de 1971 a abril de 1972. Durante dez anos fez parte de movimento de igreja , começou a fazer grupo de cantores da Igreja em outubro de 1957 e permanece até hoje, participou do Coral da Igreja São Lourenço mais de 30 anos.</p>
<p>Como líder comunitário; começou em novembro de 1987 na Associação do Bairro São Vicente, e em 1988 participou do primeiro Congresso da FAMEM, sendo um dos fundadores da Famemg.</p>
<p>Conselho de Saúde; começou em fevereiro de 1991 a participar de Conferências Municipais, Estaduais e Nacionais, fez parte do Conselho Estadual e Comissão de 1997 a 2001. Em 1992 na 9ª Conferência Nacional de Saúde foi destaque, e foi eleito como o representante na Comissão Nacional de Mobilização Popular e Municipalização da Saúde, cada estado teve um representante durante 4 anos, Em 1993 foi contratado para fazer palestra em Betim pela Escola de Minas e posteriormente esteve  em outras cidades como Juiz de Fora, Itabira, Timóteo, Vermelho Novo e outras.</p></blockquote>
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		<title>Casa de Cultura</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 18:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A casa de Cultura teve o prazer de apresentar o Maestro Nhemias, este manhuaçuense que esteve andando pelo Rio de Janeiro. E agora veio se juntar a nós, para nos prestigiar. Ele é especialista em Coral, mostrou sua bela voz, cantando “Solo Mio” e depois “Torno Sorriento”, acompanhado do músico Zezinho que muito tem contribuído [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A casa de Cultura teve o prazer de apresentar o Maestro Nhemias, este manhuaçuense que esteve andando pelo Rio de Janeiro. E agora veio se juntar a nós, para nos prestigiar. Ele é especialista em Coral, mostrou sua bela voz, cantando “Solo Mio” e depois “Torno Sorriento”, acompanhado do músico Zezinho que muito tem contribuído com as festividades de Manhuaçu exibindo suas eximias execuções.</strong></p>
<p><strong>O salão estava muito bem ornamentado. Ao fim da cantata do Maestro, Silvia Carvalho fez uso da palavra: “Caros amigos, a vida é formada por sensibilidades e sonhos. A arte faz parte da vida, que representa algo mais do que simples momentos. Vidas que relatam histórias que encobre sonhos. Sonhos que realizamos com o passar dos tempos. A pintura tornou-se parte da minha vida. Gostaria que vocês sentissem o quanto é importante a realização de um sonho. É como se desde um sono e abrir a janela e descobrir um jardim que necessita de ser fecundado. É como estar aqui hoje e relembrar com carinho os primeiros traços que coloquei numa tela. Iniciei a pintura com a face de Jesus Cristo, que me iluminou nos caminhos da arte. Logo que a Casa de Cultura me ofereceu esta oportunidade, fiquei extremamente feliz e aceitei, com certo receio confesso, mas a alegria foi maior que o meu medo. Acreditei-me, dei toda a devoção para chegar ao objetivo desejado que era oferecer a todos, um pouco da minha vida. Finalizando não poderia deixar de lembrar  da minha primeira educadora, foi minha irmã Dalva, em oração,  apresento-a toda minha gratidão. Agradeço também ao Celso, Dulce, e a minha família, que com paciência e carinho me apoiaram. Agradeço ainda, de um modo especial, esta Casa de Cultura, na pessoa de D. IIza que está me proporcionado esta oportunidade junto com todos vocês.  Quero dedicar esta exposição, a todas as pessoas homenageadas em cada quadro aqui exposto. “ Obrigada!”</strong></p>
<p><strong> Também fez uso da palavra a outra artista que se encontrava presente, MARIA Maria, pseudônimo Maria Terezinha Carvalho. “Agradeço a oportunidade de mostrar minhas obras aqui, graças a bondade da D. IIza Campos, pessoa de grande visão no campo político e cultural. E é por isso que está ocupando esse cargo que requer grande responsabilidade. Na opinião das artistas, a prata da Casa é D. IIza Campos, uma figura de grande importância, abrindo as portas e formando o hábito de apreciar o que é belo em todos os campos da arte. Obrigada”.</strong></p>
<p><strong>Na abertura da exposição quem cortou a fita de entrada foi o filho de Maria Maria, tendo assim dado inicio ao evento proporcionando aos presentes o ensejo de apreciarem a bela amostra dos quadros de Silvia e Maria Maria. Alyson Campos Sad foi convidado a descerrar o primeiro quadro.</strong></p>
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		<title>Historiografia Manhuaçuense</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:41:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os primeiros exploradores do Vale do Manhuaçu vieram do litoral, Vasco Fernandes Coutinho Filho (Espírito Santo) e Sebastião Fernandes Tourinho (Porto Seguro), relataram expedições no Rio Manhuaçu. Em 1696, mesmo ano descoberta da primeira pepita de ouro em Mariana (Minas Gerais), Antônio Rodrigues de Azarão e Bartolomeu Bueno de Siqueira, saindo de Taubaté, chegaram em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros exploradores do Vale do Manhuaçu vieram do litoral, Vasco Fernandes Coutinho Filho (Espírito Santo) e Sebastião Fernandes Tourinho (Porto Seguro), relataram expedições no Rio Manhuaçu. Em 1696, mesmo ano descoberta da primeira pepita de ouro em Mariana (Minas Gerais), Antônio Rodrigues de Azarão e Bartolomeu Bueno de Siqueira, saindo de Taubaté, chegaram em um afluente do Rio Casca, encontrando ouro em abundância, acossados  pelos índios, foram para Vitória, onde entregaram o ouro ao Governador Geral da Capitania do Espírito Santo. Em 1705, o também taubateano, Pedro Bueno Cacunda, sobrinho de Bartolomeu, inicia ex-ploração de ouro nos rios Castelo (Minas do Castelo) e Manhuaçu, relatou estas expedições em três cartas ao Rei de Portugal (Dom Manoel Primeiro) na primeira descreveu uma nação gentia denominada Purys, que assenhorava o Rio Mayguaçu (nome primitivo) e seus afluentes, descreveu também povoou três serras, Manhuaçu, Guandu (Afonso Claudio) e Castelo, pediu a posse das terras da região de Manhuaçu, até seu trineto, comprovado pelo Registro de terras de 1856, na freguesia de Santana do Abre Campo, onde Antônio Dutra de Carvalho, declarou comprou a Serra da Jibota ou Campos do Caparaó (Serra do Caparaó) dos aventureiros Bueno Cacunda. Em 1800, houve um tratado e divisas entre as capitanias de Minas Gerais e Espírito Santo, ao Sul do Rio Doce, passando por uma linha entre os rios Guandú e Manhuaçu, com isto a capitania capixaba perderia grande porção territorial. A partir disto em 1814, o go-vernador do Espírito Santo, Francisco Antônio Rubim, ordenou o início de uma estrada real, saindo de Vitória até Vila Rica e Minas Gerais, foi construída pelo Ten Cel Inácio Carneiro Leão, até Abre Campo em Minas Gerais, tendo nesta época a Capitania Capixaba reivindicado posse das terras até o Rio José Pedro, afluente maior do  Manhuaçu, o que foi contestado por Minas Gerais e viu-se nesta época o povoamento do Vale do Manhuaçu, por essas pessoas das duas capitanias, Domingos Fernandes de Lana por volta de 1820, iniciou comércio com a tribo dos Purys, que habitavam o Ribeirão Coqueiro, bem próximo da atual cidade de Manhuaçu. Com a Revolução Liberal por volta de 1843, vários participantes com medo de punições embrenharam nas matas de Manhuaçu, fazendeiros vindos de Santa Luzia, Catas Altas, Mariana, Ouro Preto e cidades da região de Juiz de Fora, culminando com criação de três distritos vinculados a Ponte Nova, Santa Margarida (1865), São Simão (1869), e São Lourenço do Manhuaçu (1873), foi criado o município do Rio do Manhuaçu em 5/11/1877, abrangendo terras da bacia do rio, com duas vilas a de São Lourenço do Manhuaçu, e a de São Simão, mas com a sede em São Simão, com os distritos de Pirapetinga (Manhumirim), Santa Helena, Santa Margarida, São Francisco do Vermelho, Caratinga, José Pedro (Ipanema) e Dores do Jose Pedro, em 1881, a sede passa a ser a Vila de São Lourenço de Manhuaçu, que passou a chamar Cidade do Manhuassu, sendo primeiro presidente da Câmara, Joaquim Gonçalves Dutra, o segundo foi o Coronel Nicolau da Costa Mattos (1883/1890), vindo de Muriaé, na eleição de 1893, foi eleito Presidente da Câmara  o Coronel Serafim Tibúrcio da Costa, que angariou grandes simpatia das classes menos favorecidas como índios e posseiros sem direito à terra. Com a tentativa de reeleição frustrada em 1896, Serafim acusou seus oponentes, Padre Odorico Dolabela, Frederico Dolabela, Abílio Diniz, Leopoldo Nogueira e Coronel Nicolau da Costa Mattos, tendo ido a Ouro Preto, tentado uma intervenção no município alegando fraude eleitoral, não obteve apoio do presidente da Província Bias Fortes, voltando à Manhuaçu, arregimentou seus correligionários e aquartelou em Caratinga, até maio, quando atacou a cidade com 50 jagunços, simpatizantes seus e outros trazidos de Peçanha, durante 22 dias ocupou o Fórum e Câmara, só não tomou a delegacia, pois Costa Mattos era delegado, e não permitiu, durante este período grande parte da cidade ficou em poder de seus homens, retirou-se para Afonso Claudio (ES), quando ficou sabendo da vinda de uma guarnição do Exército, tenho tornado político, no Espírito Santo, onde também tentou destituir autoridades de Afonso Claudio, derrotado exilou-se em Espera Feliz, onde faleceu, é relatado que antes de morrer veio a Manhuaçu e selou a paz com seus oponentes anteriores, em 1898 foi instalada a Primeira Loja Maçônica de Manhuaçu, sendo seu primeiro Venerável o Capitão José Basílio Nogueira. No início do Século XX, o progresso aumentou com a inauguração da Estrada de Espírito Santo, em 1919, foi inaugurada a energia elétrica, sendo a primeira usina instalada na propriedade até hoje, o município conta com 80.000 habitantes, o mais populoso do extremo leste de Minas Gerais.</p>
<p><em><strong>José Olinto Xavier da Gama &#8211; Historiador de Manhuaçu</strong></em></p>
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		<title>A guarda Nacional em Manhuaçu</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 13:22:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Após a proclamação da Independência do Brasil, o imperador Dom Pedro l, mais precisamente em 1831, com a morte de seu pai em Portugal, tornou-se herdeiro do trono português. Abdicou então do trono brasileiro em favor do príncipe herdeiro Dom Pedro de Alcântara, deixando aqui uma regência composta de três pessoas, até seu filho atingir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após a proclamação da Independência do Brasil, o imperador Dom Pedro l, mais precisamente em 1831, com a morte de seu pai em Portugal, tornou-se herdeiro do trono português. Abdicou então do trono brasileiro em favor do príncipe herdeiro Dom Pedro de Alcântara, deixando aqui uma regência composta de três pessoas, até seu filho atingir a maioridade.</p>
<p>O regente com medo de haver revolta que poderia comprometer a unidade nacional, e devido ao governo das províncias não estar em em condições de manter uma força policial em todas as Vilas e Arraiais criou corporação chamada Guarda Nacional que seria subordinada às comarcas.</p>
<p>O governo federal estava também tendo problemas com o exército, pois este era composto em grande parte de portugueses de confiança de Dom Pedro l e o governo queria ter uma guarnição leal. Desta forma foi criada em 18 de Agosto de 1831 a corporação chamada de Guarda Nacional, com intuito de lealdade ao governo e composta de brasileiros.</p>
<p>Ela perdurou por mais de 100 anos, na verdade em alguns lugares houve alguns desacertos, com pessoas que a usaram para próprio benefício amedrontando e ameaçando inimigos políticos.</p>
<p>Mas no contexto geral serviu para inspirar as forças policiais dos futuros estados brasileiros. Resumindo, enquanto o Exército era incumbido de enfrentar os inimigos externos, a Guarda Nacional visava combater os inimigos internos.</p>
<p>A Guarda Nacional tinha um conselho de Qualificação formado por seis cidadãos eleitores de segundo grau e era presidida pelo Juiz de Paz e controlada por um Coronel. Era vinculada as comarcas, e possuía destacamento nas localidades menores. Era subordinada ao Juiz de Paz, juiz Criminal, Presidentes das províncias e ministros da Justiça. Os serviços prestados eram de forma litúrgica, gratuita e amadorística, eram às vezes os milicianos obrigados a abandonar seus afazeres domésticos para servir a corporação.</p>
<p>Para a formação do corpo de Oficiais, a nomeação era através de eleições. A exigência para votar e ser votado era de cem mil réis de renda líquida anual, passando posteriormente para o dobro desta quantia. A Guarda Nacional foi responsável pela militarização da sociedade local. A guisa de exemplos vamos relatar uma eleição da Guarda Nacional da Legião Pombense, obtido pelo autor no Arquivo Político mineiro em Belo Horizonte: Eleição dos Guardas Nacionais do Destacamento do Divino Espírito Santo do Piau, Município do Pomba,  em Agosto de 1848. Para capitão: Joaquim José Teixeira com 41 votos, Francisco Ermenegildo Rodrigues-Valle com36votos, João Eduardo Rodrigues &#8211; Valle com34votos, Para Alferes: João José Teixeira com35votos, João Eduardo Rodrigues – Valle com 12 votos, João Marciano Lourdes com 01 voto, Manuel Antônio de Barros, Juiz de Paz, Mariano Bernadino Montalvão &#8211; Escrutinador</p>
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