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	<title>JM1 - Jornal das Montanhas - Manhuaçu - MG &#187; Dicas de Português</title>
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	<description>O Jornal que você Lê e sabe que respeita sua inteligência.</description>
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		<title>Obrigado ou Obrigada?</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 14:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devair G. Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Português]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho bastante problemas ou Tenho bastantes problemas? Bastante, como muito, pode funcionar seja como advérbio, sendo então invariável, seja como adjetivo, devendo então concordar com o substantivo a que se refere. Quando houver dúvida em relação a bastante antes de palavra no plural, pode-se colocar muito no lugar. Se muito for para o plural, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong>Tenho bastante problemas ou Tenho bastantes problemas?</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Bastante, como muito, pode funcionar seja como advérbio, sendo então invariável, seja como adjetivo, devendo então concordar com o substantivo a que se refere. Quando houver dúvida em relação a bastante antes de palavra no plural, pode-se colocar muito no lugar. Se muito for para o plural, o mesmo deverá ocorrer com bastante: Tenho bastantes (muitos) problemas. Elas estão bastante (muito) cansadas.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Houveram problemas ou Houve problemas?</strong></p>
<p class="MsoNormal">O verbo haver, no sentido de “existir”, é impessoal, ou seja, não tem sujeito e deve aparecer sempre na terceira pessoa do singular. Portanto, a forma correta é Houve problemas, sendo problemas o complemento (objeto) do verbo, não seu sujeito. A flexão indevida de haver é muito freqüente no Brasil, mas nunca ocorre quando o verbo se encontra no presente, só em outros tempos.</p>
<p class="MsoNormal">Com efeito, ninguém diria Hão dificuldades, mas dizem, equivocadamente, Haviam ou Haverão dificuldades.</p>
<p class="MsoNormal">Atenção: se se tratar de locução verbal, o verbo auxiliar será afetado pela mesma impessoalidade, ou seja, deverá sempre ser flexionado no singular: Deve haver mais candidatos, Poderá haver outras exigências.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Namorar com alguém ou Namorar alguém?</strong></p>
<p class="MsoNormal">Na tradição da língua, o verbo namorar é transitivo direto, ou seja, seu complemento não deve acompanhar-se de preposição. Assim, os chamados “puristas” condenam a construção namorar com ela, pois o “correto” seria namorá-la. Ocorre, porém, que namorar com é o mais usual no Brasil, aparecendo mesmo em escritores recentes.</p>
<p class="MsoNormal">Portanto, quem quiser falar conforme a línguapadrão tradicional dirá namorá-lo(a); quem não quiser fugir dos hábitos coloquiais brasileiros dirá namorar com ele (ela).</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Obrigado ou Obrigada?</strong></p>
<p class="MsoNormal">Obrigado(a) é a forma reduzida de Estou obrigado(a) a você, ou seja, devo obrigação a você.</p>
<p class="MsoNormal">Portanto, o adjetivo (particípio do verbo obrigar) deve concordar em gênero e número com o sujeito, de que é predicativo. Assim, uma mulher dirá Obrigada. Se se tratar de vários homens ou homens e mulheres, impõe-se o plural Obrigados; se forem apenas mulheres, Obrigadas.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Se você o ver ou Se você o vir?</strong></p>
<p class="MsoNormal">O futuro do subjuntivo (se eu comprar, quando ele for) forma-se a partir do pretérito perfeito do indicativo. Encontra-se o radical do perfeito retirando-se a terminação –ste da segunda pessoa do singular. No caso do verbo ser, o perfeito é fui, foste.</p>
<p class="MsoNormal">Daí o futuro do subjuntivo (quando/se eu) fo-r, (tu) fo-res, (ele) fo-r, (nós) fo-rmos, (vós) fo-rdes, (eles) fo-rem.</p>
<p class="MsoNormal">No caso de ver, o perfeito é vi, vi-ste. Daí o futuro do subjuntivo vi-r, vi-res, vi-r, vi-rmos, vi-rdes, vi-rem. Quanto ao verbo vir, cujo perfeito é vim, vie-ste, o futuro do subjuntivo é vier, vieres&#8230; Assim, o correto é se você o vir; quando eu vier; quando ele disser; se eles estiverem.</p>
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		<title>Prefixo “re-“</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 15:17:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devair G. Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Português]]></category>

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		<description><![CDATA[O prefixo “re-“, de origem latina, pode ter três sentidos: 1. Repetição, como em “recapear” (tornar a capear),“recapitalizar” (tornar a capitalizar), “recarregar”(carregar de novo), “repisar” (pisar de novo, repetir), “reler” (voltar a ler), “repaginar” (paginar novamente), “renumerar” (numerar de novo alterando a sequência ou a ordem dos números), “rever” (ver de novo), “repensar” (pensar novamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O prefixo “re-“, de origem latina, pode ter três sentidos:<br />
1. Repetição, como em “recapear” (tornar a capear),“recapitalizar” (tornar a capitalizar), “recarregar”(carregar de novo), “repisar” (pisar de novo, repetir), “reler” (voltar a ler), “repaginar” (paginar novamente), “renumerar” (numerar de novo alterando a sequência ou a ordem dos números), “rever” (ver de novo), “repensar” (pensar novamente reconsiderando), etc.<br />
Observamos que em certas palavras esse prefixo não tem apenas o significado de repetição: algum outro traço semântico é adicionado ao significado do verbo ou do substantivo derivado.</p>
<p>2. Reforço, a exemplo de “rebuscar” (buscar minuciosamente), “rejubilar” (causar muito júbilo, alegria), “revidar” (de “re + envidar”: responder ofensa com outra maior), “revigorar” (aumentar o vigor), “revirar” (virar muitas vezes), etc.</p>
<p>3. Retrocesso, recuo, como em “reflorestar” (recompor a floresta), “reiniciar” (voltar ao início), “retornar” (voltar para o ponto de partida), etc. Algumas palavras, como “reformar” e “reluzir”, aparentam conter o prefixo “re-“ e isso pode mesmo ser verdadeiro, mas devemos ter em mente que elas se formaram no latim e não, no português. Portanto, não devemos considerar tal prefixo em sua constituição, pois esses verbos já ingressaram no português desse modo. Levamos em conta aqui, pois, a existência de “re-“ nas palavras formadas no português. Muitos outros vocábulos iniciados pela sílaba “re” não contêm o prefixo referido e o aluno ou o “concurseiro” devem estar atentos para não ser vítimas de armadilhas. É o caso de “rebentar” (explodir ou quebrar com violência), “recordar” (lembrar-se), “registrar” (escrever ou assinalar), “relatar” (fazer relato), “reparar” (consertar ou notar), “reter” (guardar ou segurar com firmeza), “retificar” (tornar reto, corrigir ou purificar), “revelar” (descobrir ou divulgar), “revoltar” (indignar, sublevar), etc.</p>
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		<title>Aberto ou abrido? Trago ou trazido?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 09:52:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Português]]></category>

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		<description><![CDATA[Volta e meia alguém me pergunta sobre o uso do particípio do verbo abrir: aberto ou abrido? Essa questão está ligada ao uso do particípio dos verbos. O particípio regular dos verbos termina em -do. Veja: trabalhado, amado, saído, chegado, comprado, etc. Alguns verbos têm essa forma irregular. Veja: visto (de ver); escrito (de escrever); [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Volta e meia alguém me pergunta sobre o uso do particípio do verbo abrir: aberto ou abrido?<br />
Essa questão está ligada ao uso do particípio dos verbos. O particípio regular dos verbos termina em -do. Veja: trabalhado, amado, saído, chegado, comprado, etc. Alguns verbos têm essa forma irregular. Veja: visto (de ver); escrito (de escrever); feito (de fazer), etc. Outros, os abundantes, têm duas formas para o particípio: prendido e preso (de prender); fritado e frito (de fritar); limpado e limpo (de limpar), etc. Alguns particípios irregulares caíram em desuso.<br />
Desapareceram ou são, na maioria dos casos, usados como simples adjetivos ou substantivos, como é o caso das palavras: completo, murcho, torto, etc. (adjetivos); cego, crucifixo, etc. (substantivos). A forma ABRIDO caiu em total desuso, sendo errado o seu uso. A única forma correta é ABERTO.<br />
Normalmente, os particípios regulares são usados na voz ativa (com os auxiliares ter ou haver): A cozinheira TINHA (ou havia) FRITADO os ovos. / Os policiais HAVIAM (ou tinham) PRENDIDO os assaltantes.<br />
Os particípios irregulares são, geralmente, empregados na voz passiva (com os auxiliares ser ou estar): O ovo ESTAVA (ou era) FRITO. / Os assaltantes ESTAVAM (ou foram) PRESOS. Com os verbos de ligação, os particípios irregulares costumam ser usados como predicativos.<br />
Deve-se tomar muito cuidado ao usar o verbo TRAZER. Ele não é abundante, tendo somente um particípio: TRAZIDO. Veja: O aluno tinha TRAZIDO o livro. É comum as pessoas usarem TRAGO como particípio desse verbo, o que está totalmente errado. A palavra TRAGO é o presente do indicativo dos verbos trazer ou tragar: Eu TRAGO o livro todos os dias. / O rapaz disse: Eu fumo, mas não TRAGO&#8230; Essa palavra também pode ser um substantivo, com o significado de GOLE: Ele ficou tonto com um simples TRAGO daquela bebida.<br />
Há ainda uma outra expressão, ERRADA, que muitas pessoas usam: Meu carro está COMPRO e PAGO. O correto é: Meu carro está COMPRADO e PAGO. O verbo comprar não é abundante. COMPRADO é a única forma correta de seu particípio. O verbo pagar é abundante, possuindo dois particípios: PAGO e PAGADO. Na frase dada como exemplo, a forma PAGO foi usada, pois o auxiliar usado foi o verbo ESTAR. Outro verbo de largo uso é o verbo PEGAR. Também este é abundante, possuindo como particípio as formas PEGADO e PEGO: Ele havia PEGADO uma forte gripe. / O pássaro estava PEGO. Modernamente, há uma tendência para se usar o particípio irregular (pego) também com os verbos ter e haver: Eles haviam (ou tinham) PEGO o passarinho.<br />
Deve-se observar a pronúncia da forma PEGO. Como particípio, sua pronúncia é fechada (ê); como presente do indicativo, é aberta (é). Veja os exemplos: O pássaro estava PEGO (ê). / Eu não PEGO (é) em rabo de foguete&#8230; Observe-se, por derradeiro, que não se pode usar pronome oblíquo depois de um verbo no particípio.<br />
Os pronomes oblíquos são: me, te, se, lhe, o, a, nos, vos. Veja os exemplos: Ele havia me entregado o dinheiro ou Ele me havia entregado o dinheiro (certo). Ele havia entregado-me o dinheiro (errado). / Ele tinha me falado sobre o assunto (certo). / Ele tinha faladome sobre o assunto (errado).<br />
O BOM PROFISSIONAL FALA CORRETAMENTE. APERFEIÇOE-SE. PREPARE-SE PARA CONCURSOS. ESTUDE PORTUGUÊS. AS PRÓXIMAS TURMAS COMEÇAM DIA 27 DE JULHO &#8211; 3271-7894 e 3083-2211.</p>
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		<title>Acordo ortográfico – 4</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 17:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devair G. Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Português]]></category>
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		<category><![CDATA[nova]]></category>
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		<description><![CDATA[Já vimos os casos em que o hífen deve ser usado. Veremos agora quando NÃO se usa o hífen: 1. Quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento, não se usa hífen: aeroespacial, agroindustrial, autoescola, infraestrutura, autoestrada, extraescolar, semianalfabeto. Nota: com o prefixo CO não usa-se o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já vimos os casos em que o hífen deve ser usado. Veremos agora quando NÃO se usa o hífen:<br />
1. Quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento, não se usa hífen: aeroespacial, agroindustrial, autoescola, infraestrutura, autoestrada, extraescolar, semianalfabeto. Nota: com o prefixo CO não usa-se o hífen, mesmo que o segundo elemento comece com a mesma vogal: coobrigado, coocupante, coordenar, etc.</p>
<p>2. Não se usa hífen quando o primeiro elemento (prefixo) termina em vogal, e o segundo começa por consoante diferente de R ou S: antipedagógico, antevisão, anteprojeto, microcomputador, semideus, seminovo, etc.</p>
<p>3. Quando o primeiro elemento termina em vogal, e o segundo começa por R ou S, essas letras serão dobradas e, não se usa o hífen: contrarrazões, contrassenso, antissocial, contrarregra, semirreta, antissemita, ultrassom, etc.</p>
<p>4. Quando o prefixo termina por consoante, e o segundo elemento começa por vogal, não se usa o hífen: hiperacidez, hiperagudo, hiperexcitável, interestadual, superamigo, superexigente, etc.<br />
<em> Atenção:</em> para clareza gráfica, DEVE-SE REPETIR O HÍFEN NA LINHA SEGUINTE, quando a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen. Se você estiverescrevendo e for dividir uma palavra e se essa divisão se der exatamente em cima do hífen, repita-o na linha seguinte. Posso parecer redundante, mas é uma observação que deve ser levada em consideração, especialmente por quem vai enfrentar um concurso. Veja:<br />
Estava andando pela rua e encontrei-<br />
-me com um amigo&#8230;<br />
Nas viagens do presidente, o vice-<br />
-presidente assume o posto.</p>
<p>Os computadores ainda não estão adaptados para atender a essa exigência.<br />
Para encerrar esta série de artigos sobre o Acordo Ortográfico, faço aqui um resumo do que foi escrito nos quatro artigos:<br />
1. Prefixo terminado em vogal:<br />
a)* Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.<br />
b)* Sem hífen diante de consoante diferente de R e S: anteprojeto, semicírculo.<br />
c)* Sem hífen diante de R e S. Dobram-se essas letras: antirrábico, antissocial, ultrasom.<br />
d)* Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, tele-entrega.</p>
<p>2. Prefixo terminado em consoante:<br />
a)* Com hífen diante da mesma consoante: inter-racial, sub-bibliotecário.<br />
b)* Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.<br />
c)* Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinvisível.<br />
OBSERVAÇÕES: Com o prefixo SUB, também se usa o hífen diante de palavra iniciada por R: sub-racismo, sub-região, etc. Palavras iniciadas por H perdem essa letra e se juntam sem hífen: subumano, subumanidade.</p>
<p>3. Com os prefixos CIRCUM e PAN, usa-se hífen diante de palavras iniciadas por vogal, M e N: circumnavegação, pan-americano.</p>
<p>4. O prefixo CO aglutina-se com o segundo elemento, mesmo que este se inicie por O: coobrigado, coocupante.</p>
<p>5. Usa-se sempre o hífen com os seguintes prefixos: ALÉM, AQUÉM, EX, PÓS, PRÉ, PRÓ, RECÉM, SEM, VICE: alémmar, aquém-mar, ex-diretor, pósoperatório, pré-vestibular, próreforma, recém-chegado, semteto, vice-comandante.</p>
<p>6. Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, etc. Essas palavras que perderam a noção de composição serão listadas pela Academia Brasileira de Letras, no Vocabulário Ortográfico da língua Portuguesa.</p>
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