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	<title>JM1 - Jornal das Montanhas - Manhuaçu - MG &#187; Cantinho Poético</title>
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	<description>O Jornal que você Lê e sabe que respeita sua inteligência.</description>
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		<title>Vou-me embora pra Pasárgada Manuel Bandeiras</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 20:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devair G. Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[demente]]></category>
		<category><![CDATA[existencia]]></category>
		<category><![CDATA[falsa]]></category>
		<category><![CDATA[inconsequente]]></category>
		<category><![CDATA[pasargada]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo incosenqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/04/bd20c2f79002d3ed.jpg"><img class="size-full wp-image-27608 alignright" title="bd20c2f79002d3ed" src="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/04/bd20c2f79002d3ed.jpg" alt="" width="171" height="203" /></a></p>
<p>Lá sou amigo do rei</p>
<p>Lá tenho a mulher que eu quero</p>
<p>Na cama que escolherei</p>
<p>Vou-me embora pra Pasárgada</p>
<p>Vou-me embora pra Pasárgada</p>
<p>Aqui não sou feliz</p>
<p>Lá a existência é uma aventura</p>
<p>De tal modo incosenqüente</p>
<p>Que Joana a Louca de Espanha</p>
<p>Rainha e falsa demente</p>
<p>Vem a ser contraparente</p>
<p>Da nora que nunca tive</p>
<p>E como farei ginástica</p>
<p>Andarei de bicicleta</p>
<p>Montarei um burro brabo</p>
<p>Subirei no pau-de-sebo</p>
<p>Tomarei banhos de mar!</p>
<p>E quando estiver cansado</p>
<p>Deito na beira do rio</p>
<p>Mando chamar a mãe-d’agua</p>
<p>Pra me contar as histórias</p>
<p>Que no tempo de seu menino</p>
<p>Rosa vinha me contar</p>
<p>Vou-me embora pra Pasárgada</p>
<p>Em Pasárgada tem tudo</p>
<p>É outra civilização</p>
<p>Tem um processo seguro</p>
<p>De impedir a concepção</p>
<p>Tem telefone automático</p>
<p>Tem alcalóide à vontade</p>
<p>Tem prostitutas bonitas</p>
<p>Para a gente namorar</p>
<p>E quando eu estiver mais triste</p>
<p>Mas triste de não de não ter jeito</p>
<p>Quando de noite me der</p>
<p>Vontade de me matar</p>
<p>– Lá sou amigo do rei –</p>
<p>Terei a mulher que eu quero</p>
<p>Na cama que escolherei</p>
<p>Vou-me embora pra Pasárgada</p>
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		<title>O JARDIM ENCANTADO</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação JM1</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>
		<category><![CDATA[encantado]]></category>
		<category><![CDATA[jardim]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrei, como faço todos os dias, arrastando minha mochila, como sempre estava muito pesada. Para minha surpresa ali estava um lindo jardim. - Como? pensei eu &#8211; ontem não tinha nada! Fiquei encantado olhando o baldinho da fonte descer e subir trazendo a água. No chão, ao invés de terra, havia pedrinhas redondinhas de vários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/04/jardim.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-27291" title="jardim" src="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/04/jardim.gif" alt="" width="83" height="79" /></a></p>
<p>Entrei, como faço todos os dias, arrastando minha mochila, como sempre estava muito pesada. Para minha surpresa ali estava um lindo jardim.</p>
<p>- Como? pensei eu &#8211; ontem não tinha nada!</p>
<p>Fiquei encantado olhando o baldinho da fonte descer e subir trazendo a água. No chão, ao invés de terra, havia pedrinhas redondinhas de vários tamanhos.</p>
<p>As flores estavam em vasos lindos coloridos que caiam de uma cerca feita de bambu em quadradinhos todos iguais. Havia também um caminho para se passar todo de plaquinhas cortadas.Fiquei admirando o jardim e logo vi um pássaro que se aproximou indo beber a água do bebedouro e para meu espanto passou correndo pela fonte molhando-se todinho. É sem duvida um jardim Encantado &#8211; pensei eu, apareceu aqui hoje, mas como?</p>
<p>Coisas da vida moderna de hoje explicou-me minha professora.O jardim foi construído de forma diferente, existe sim terra embaixo das pedrinhas.As plantas estão mesmo plantadas em vasos com terra e adubadas.</p>
<p>Portanto não se espante por não ser um jardim encantado. Faz parte de nosso projeto que está sendo elaborado pela equipe das professoras. As paredes estão sendo pintadas de acordo com o tema e logo você terá também outra surpresa. E assim sentei-me no meu lugar e fiquei imaginando: Poderia eu montar um jardim em meu quarto?</p>
<p>Seria mesmo um jardim encantado, teria de sumir quando mamãe entrasse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marlene B. Cerviglieri</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O anjinho brincalhão.</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 18:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação JM1</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>
		<category><![CDATA[anjinho]]></category>
		<category><![CDATA[brincalhão]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; Sempre me sentava na salinha de minha avó, sentindo que ali estaria guardada de qualquer perigo. Não preciso dizer que me escondia também depois de alguma travessura. Era uma salinha pequena mas muito bem arrumadinha apesar de ter muita costura de minha avo, que estava sempre as voltas com botões tesouras&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/04/angel212.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-27022" title="angel21" src="http://www.jm1.com.br/wp-content/uploads/2011/04/angel212.gif" alt="" width="222" height="230" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sempre me sentava na salinha de minha avó, sentindo que ali estaria guardada de qualquer perigo. Não preciso dizer que me escondia também depois de alguma travessura. Era uma salinha pequena mas muito bem arrumadinha apesar de ter muita costura de minha avo, que estava sempre as voltas com botões tesouras&#8230; Aquele era um dia de verão pesado, estava muito calor e cansei de brincar no quintal de casa.</p>
<p>Chamei meus amiguinhos e fomos pra dentro, onde? É claro para a salinha preferida. Sentamos nas almofadas coloridas e macias e começamos a falar de um monte de coisas. Dizia o Júlio que era o mais falante:</p>
<p>-Não tenho medo de nada não sou medroso.</p>
<p>Dizia isto, porque estávamos brincando de contar historias de medo!</p>
<p>Cada um contou uma.</p>
<p>Foi quando me lembrei o que havia acontecido alguns dias atrás comigo.</p>
<p>Querem ouvir ?perguntei meio que ressabiada.</p>
<p>Sim responderam meus amigos.</p>
<p>-Bom, endiretei-me na almofada e comecei;</p>
<p>-Terminei de jantar e como sempre ficamos um pouco mais para contar nosso dia. Passado algum tempo minha mãe já olhou para mim dizendo esta na hora. Levantei-me despedi-me de todos e fui para meu quarto. Não tinha sono então peguei um livro para ler. Sentado em minha cama percebi que alguma coisa havia entrado pela janela!</p>
<p>-O que foi perguntaram todos já impacientes.</p>
<p>-Não sei pois estava distraída com o livrinho na mão.</p>
<p>Mas de repente o livro foi para o chão, voou mesmo!</p>
<p>Fiquei assustada e então vi o anjinho nos pés de minha cama!</p>
<p>Estava tão assustada que perdi a voz! Ele foi logo dizendo;</p>
<p>Vamos brincar?</p>
<p>Consegui balbuciar, como? É vamos brincar um pouco. Aproximou-se de mim e brilhava muito.Seus olhinhos eram bem escuros e seu rostinho pequeno e cor de rosa&#8230;parecia um bebê. Logo saltou da cama e foi pegar meus soldadinhos meu robô e esparramou pelo chão. Venha sentar comigo me disse.E eu, espantada+ que estava sentei-me ao seu lado. Devagar fui relaxando e brincando com ele.Era muito alegre e tudo parecia novidade.</p>
<p>Há certa hora disse-me:</p>
<p>Bem agora tenho que voltar pois tenho tarefas a cumprir.</p>
<p>Mas voltarei para de novo brincarmos.</p>
<p>Assim como veio foi-se!</p>
<p>O quarto ainda estava iluminado quando minha mãe entrou.</p>
<p>-Com quem você estava falando?</p>
<p>-Com o anjinho brincalhão disse eu.</p>
<p>-Ah&#8230;respondeu minha mãe.</p>
<p>-Porque será que não acreditam na gente?</p>
<p>Um dia vou pedir para ele ir lá no quarto dela espalhar suas coisas quem sabe ela acabara acreditando. Ali continuamos sentados e outras historias vieram e ninguém percebeu mas o anjinho estava bem quietinho no canto e sorria para mim. Gostaria que ele fizesse uma brincadeira com meus amigos, mas ele me disse que cada um de nós tem um anjinho . Levantamos e cada um foi para sua casa, e eu?</p>
<p>Bem voltei para meu quarto mas ele não estava lá. Dormi pensando amanhã ele volta, e voltou muitas vezes. E você já viu seu anjinho hoje?</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tanto tempo sem Quintana&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 15:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devair G. Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>
		<category><![CDATA[luiz carlos amorim]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[quintana]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com  Quintana dizia que, quando morresse, ele “queria apenas paz para endireitar alguns poemas tortos. Levaria junto apenas as madrugadas, pôr-de-sóis, algum luar, asas em bando, mais o rir das primeiras namoradas”. A saudade do poeta “passarinho” já dura dezesseis anos. Quintana partiu para um nível superior onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – <a href="http://luizcarlosamorim.blogspot.com">Http://luizcarlosamorim.blogspot.com</a> </p>
<p>Quintana dizia que, quando morresse, ele “queria apenas paz para endireitar alguns poemas tortos. Levaria junto apenas as madrugadas, pôr-de-sóis, algum luar, asas em bando, mais o rir das primeiras namoradas”. A saudade do poeta “passarinho” já dura dezesseis anos. Quintana partiu para um nível superior onde as mortes são registradas como nascimentos, acreditava. “Tenho pena da morte &#8211; cadela faminta &#8211; a que deixamos a carne doente e finalmente os ossos, miseráveis que somos&#8230; O resto é indevorável”. Quintana foi encher o céu de poesia em 5 de maio de 1994. Com certeza estará fazendo poesia em parceria com Coralina, Pessoa, Drummond, o nosso anjo poeta.</p>
<p>Aliás, tornar a poesia conhecida e apreciada era com ele mesmo. Foi ele que, com talento e afinco, levou a poesia para as páginas de jornal, popularizando-a, através “Do Caderno H”, que assinava no Caderno de Sábado, do Correio do Povo de Porto Alegre.</p>
<p>E por falar em Porto Alegre, a cidade nunca mais foi a mesma depois que o poeta fez uso de suas asas – Érico Veríssimo é testemunha: “&#8230;descobri outro dia que o Quintana, na verdade, é um anjo disfarçado de homem. Às vezes, quando ele se descuida ao vestir o casaco, suas asas ficam de fora.” – e subiu para o andar de cima. A feira do livro gaúcha, a mais tradicional do Brasil, da qual o poeta era a presença mais ilustre, a representação viva de um grande evento, continua firme, talvez até por isso, para cultivar e imortalizar o símbolo maior daquele festa de cultura. Parabéns, poeta. De presente para você, as flores do manacá-da-serra, que começam a desabrochar, com a proximidade do fim do outono e as borboletas, que habitam o meu pequeno jardim, que botam ovos nas minhas folhas de couve e dão origem a dezenas, centenas de larvas que devoram tudo e deixam só os talos, mas eu nem ligo, porque sei que dali sairão os poemas esvoaçantes e coloridos, pequenas obras primas da natureza que me lembram você</p>
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