<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>JM1 - Jornal das Montanhas - Manhuaçu - MG &#187; Cantinho Poético</title>
	<atom:link href="http://www.jm1.com.br/categoria/colunas/cantinho-poetico/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.jm1.com.br</link>
	<description>O Jornal que você Lê e sabe que respeitamos sua inteligência.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 31 Jul 2010 11:17:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Tanto tempo sem Quintana&#8230;</title>
		<link>http://www.jm1.com.br/2010/05/tanto-tempo-sem-quintana/</link>
		<comments>http://www.jm1.com.br/2010/05/tanto-tempo-sem-quintana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 May 2010 15:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devair Guimarães de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>
		<category><![CDATA[luiz carlos amorim]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[quintana]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jm1.com.br/?p=12370</guid>
		<description><![CDATA[Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com  Quintana dizia que, quando morresse, ele “queria apenas paz para endireitar alguns poemas tortos. Levaria junto apenas as madrugadas, pôr-de-sóis, algum luar, asas em bando, mais o rir das primeiras namoradas”. A saudade do poeta “passarinho” já dura dezesseis anos. Quintana partiu para um nível superior onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – <a href="http://luizcarlosamorim.blogspot.com">Http://luizcarlosamorim.blogspot.com</a> </p>
<p>Quintana dizia que, quando morresse, ele “queria apenas paz para endireitar alguns poemas tortos. Levaria junto apenas as madrugadas, pôr-de-sóis, algum luar, asas em bando, mais o rir das primeiras namoradas”. A saudade do poeta “passarinho” já dura dezesseis anos. Quintana partiu para um nível superior onde as mortes são registradas como nascimentos, acreditava. “Tenho pena da morte &#8211; cadela faminta &#8211; a que deixamos a carne doente e finalmente os ossos, miseráveis que somos&#8230; O resto é indevorável”. Quintana foi encher o céu de poesia em 5 de maio de 1994. Com certeza estará fazendo poesia em parceria com Coralina, Pessoa, Drummond, o nosso anjo poeta.</p>
<p>Aliás, tornar a poesia conhecida e apreciada era com ele mesmo. Foi ele que, com talento e afinco, levou a poesia para as páginas de jornal, popularizando-a, através “Do Caderno H”, que assinava no Caderno de Sábado, do Correio do Povo de Porto Alegre.</p>
<p>E por falar em Porto Alegre, a cidade nunca mais foi a mesma depois que o poeta fez uso de suas asas – Érico Veríssimo é testemunha: “&#8230;descobri outro dia que o Quintana, na verdade, é um anjo disfarçado de homem. Às vezes, quando ele se descuida ao vestir o casaco, suas asas ficam de fora.” – e subiu para o andar de cima. A feira do livro gaúcha, a mais tradicional do Brasil, da qual o poeta era a presença mais ilustre, a representação viva de um grande evento, continua firme, talvez até por isso, para cultivar e imortalizar o símbolo maior daquele festa de cultura. Parabéns, poeta. De presente para você, as flores do manacá-da-serra, que começam a desabrochar, com a proximidade do fim do outono e as borboletas, que habitam o meu pequeno jardim, que botam ovos nas minhas folhas de couve e dão origem a dezenas, centenas de larvas que devoram tudo e deixam só os talos, mas eu nem ligo, porque sei que dali sairão os poemas esvoaçantes e coloridos, pequenas obras primas da natureza que me lembram você</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jm1.com.br/2010/05/tanto-tempo-sem-quintana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quadras</title>
		<link>http://www.jm1.com.br/2010/04/quadras/</link>
		<comments>http://www.jm1.com.br/2010/04/quadras/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 16:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jm1.com.br/2010/04/quadras/</guid>
		<description><![CDATA[Quadras Dizem, não sei se é verdade, Que já não gostas de mim Que outra teu amor possui E o romance vai ter fim Amor puro pouco existe Só a mãe tem sincero amor Pois quase todos amantes Imitam o beija-flor Estou com sono, com sono Só a mãe tem sincero amor Pois sei que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Quadras</p>
<p style="text-align: center;">Dizem, não sei se é verdade,</p>
<p style="text-align: center;">Que já não gostas de mim</p>
<p style="text-align: center;">Que outra teu amor possui</p>
<p style="text-align: center;">E o romance vai ter fim</p>
<p style="text-align: center;">Amor puro pouco existe</p>
<p style="text-align: center;">Só a mãe tem sincero amor</p>
<p style="text-align: center;">Pois quase todos amantes Imitam o beija-flor</p>
<p style="text-align: center;">Estou com sono, com sono</p>
<p style="text-align: center;">Só a mãe tem sincero amor</p>
<p style="text-align: center;">Pois sei que mesmo no sonho Inda irás me perseguir</p>
<p style="text-align: center;">Assim não te esquecendo</p>
<p style="text-align: center;">Vivo no meu penar</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo muito sofrendo</p>
<p style="text-align: center;">Não deixo de te amar&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Todos se esquecem pensando</p>
<p style="text-align: center;">Eu penso mais tudo em vão</p>
<p style="text-align: center;">Vivo, pois sempre lembrando</p>
<p style="text-align: center;">As mágoas do coração.</p>
<p style="text-align: center;">Minh’alma está muito triste</p>
<p style="text-align: center;">Pois lhe falta companhia</p>
<p style="text-align: center;">E desde que tu partiste</p>
<p style="text-align: center;">Não teve mais alegria.</p>
<p style="text-align: center;">Sou flor de maracujá</p>
<p style="text-align: center;">Flor de tristeza e paixão</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo vivendo a cantar</p>
<p style="text-align: center;">Não tenho consolação.</p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Por Clícia Siqueira Labrunie</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jm1.com.br/2010/04/quadras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vampiro</title>
		<link>http://www.jm1.com.br/2010/04/vampiro/</link>
		<comments>http://www.jm1.com.br/2010/04/vampiro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 13:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jm1.com.br/?p=11372</guid>
		<description><![CDATA[Vampiro Maldição sobre vós, que maculastes, Ao contato do vosso beijo impuro, Essa alma de mulher de quem roubastes As esperanças todas do futuro. Apresentáveis vívidos contrastes: Ela ingênua e confiante, vós, perjuro Com pérfida estultícia abandonastes A preciosa pérola ao monturo. Ei-la agora perdida! Vosso crime, Por ser intencional é inescusável: Toda a vossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Vampiro</span></strong></p>
<p>Maldição sobre vós, que maculastes, Ao contato do vosso beijo impuro,</p>
<p>Essa alma de mulher de quem roubastes</p>
<p>As esperanças todas do futuro.</p>
<p>Apresentáveis vívidos contrastes:</p>
<p>Ela ingênua e confiante, vós, perjuro</p>
<p>Com pérfida estultícia abandonastes</p>
<p>A preciosa pérola ao monturo.</p>
<p>Ei-la agora perdida! Vosso crime, Por ser intencional é inescusável:</p>
<p>Toda a vossa expiação vos não redime.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Ao Céu de Lucena</span></strong></p>
<p>Em vão eis de espiá-lo! Vivo, eterno,</p>
<p>Ele já vos aguarda inexorável</p>
<p>Nas profundezas lôbregas do inferno.</p>
<p>céu da minha terra, ó céu tranqüilo! Aos sons da minha lira perfumada</p>
<p>Agradeço-te a estrofe apaixonada.</p>
<p>Suplico-te o matiz d’um novo estilo.</p>
<p>De ti desejo sobretudo aquilo</p>
<p>Que mais seduz minha alma enamorada</p>
<p>É o fulgor desta abobada azulada Dá-mo, eu quero em meus versos reparti-lo.</p>
<p>Como és formoso assim grande e curvado Que tons variados teu dossel encerra</p>
<p>Azul-verde, azul-rubro, azul-dourado.</p>
<p>Minha estrela bem longe em teu seio erra Meu estro contemplando-te enlevado</p>
<p>Busca imitar-te, ó céu da minha terra.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Por Clícia Siqueira Labrunie</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jm1.com.br/2010/04/vampiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Canto à liberdade e Porque te amo por Clícia Siqueira</title>
		<link>http://www.jm1.com.br/2010/02/canto-a-liberdade-e-porque-te-amo-por-clicia-siqueira/</link>
		<comments>http://www.jm1.com.br/2010/02/canto-a-liberdade-e-porque-te-amo-por-clicia-siqueira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 16:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação JM1</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantinho Poético]]></category>
		<category><![CDATA[cantinho]]></category>
		<category><![CDATA[clícia siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[poético]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jm1.com.br/?p=10225</guid>
		<description><![CDATA[Canto à liberdade Eu canto à liberdade! Não à liberdade Que escraviza, Que tira a alegria, Que faz de mim um vingador, Um escravizador&#8230; Não à liberdade Que me dá poder, Que endurece o coração E me faz exclamar: “Sou eu o guardador do meu irmão?” Não à liberdade Que me faz fugir do amor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Canto à liberdade</strong></p>
<p>Eu canto à liberdade!</p>
<p>Não à liberdade<br />
Que escraviza,<br />
Que tira a alegria,<br />
Que faz de mim um vingador,<br />
Um escravizador&#8230;</p>
<p>Não à liberdade<br />
Que me dá poder,<br />
Que endurece o coração<br />
E me faz exclamar:<br />
“Sou eu o guardador do meu irmão?”</p>
<p>Não à liberdade<br />
Que me faz fugir do amor,<br />
Do viver consciente,<br />
Do viver dependente<br />
Que me faz viver de sonhos e ilusão<br />
Num estado febril de excitação&#8230;</p>
<p>Não!</p>
<p>Eu canto à liberdade!<br />
À liberdade<br />
Que me foi dada por amor.<br />
Para qual fui chamado,</p>
<p>Convocado.<br />
Por ela não lutei,<br />
Mas num momento solene,<br />
Simplesmente, aceitei.<br />
“Vinde a mim<br />
Todos vós que estais cativos<br />
E eu vos libertarei”.</p>
<p>“Bem aventurados os que<br />
Têm fome de justiça,<br />
Porque serão fartos”.</p>
<p>Eu canto à liberdade!</p>
<p>À liberdade<br />
Que me faz servo de todos<br />
E de todos, pelo amor,<br />
Me faz irmão.</p>
<p>Clícia Siqueira, “50 anos depois”, pág 144</p>
<p><strong>Porque te amo</strong></p>
<p>- Por que te amo?<br />
Gostaria de dizer-te,<br />
Mas, francamente não sei.<br />
Sei apenas que te amo:<br />
Amo teu corpo, teu rosto,<br />
Teus olhos e tua boca,<br />
Teu cabelo, teu nariz;<br />
Amo tua voz, teu perfil,<br />
Tua maneira gentil.<br />
Amo tua honestidade<br />
E tua simplicidade,<br />
Teus defeitos, por que não?<br />
Amo tua integridade<br />
E tua fidelidade<br />
Aos princípios que abraçaste,<br />
Ao Deus que te convocou<br />
E te fez seu mensageiro<br />
Do evangelho de amor.<br />
Vês? Para o amor não há lei:<br />
Amo-te todo – alma e corpo –<br />
Porque te amo, não sei&#8230;</p>
<p>Clícia Siqueira, “50 anos depois”, pág 147</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jm1.com.br/2010/02/canto-a-liberdade-e-porque-te-amo-por-clicia-siqueira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
