Highslide for Wordpress Plugin
 
 
JM1 - Jornal das Montanhas - Manhuaçu - MG logo

Secretário promete remoção de presos de contêineres

Por em 23 de outubro de 2009
Secretário de justiça do estado do Espírito Santo

Secretário de justiça do estado do Espírito Santo

Brasília – O secretário de Justiça do Espírito Santo, Ângelo Roncalli, disse à Agência Brasil que até o próximo mês será concluído o processo de remoção de homens que estão presos em contêineres no presídio do Bairro Novo Horizonte, em Serra. Segundo ele, a transferência, feita paulatinamente, respeita o cronograma acordado com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A retirada das mulheres do Presídio Feminino de Tucum ocorrerá até agosto de 2010. Em visita à redação da ABr, em maio, o secretário havia informado que em 40 dias os contêineres deixariam de ser usados para abrigar presos.

De acordo com ele, o governo do estado já criou mais de 2,8 mil vagas em 13 presídios recém-construídos. Só este ano, foram entregues cinco novas penitenciárias, uma será concluída no próximo mês (Centro de Detenção Provisória de Colatina) e mais duas ficarão prontas em dezembro (Penitenciária Regional de São Mateus e Centro de Detenção Provisória de Viana 2).

cadeia_lotadas-280x217Segundo Roncalli, as penitenciárias estão sendo construídas em tempo recorde: 9,4 meses em média, desde a publicação da ordem de execução do serviço. Entre 2006 e 2009, o governo diz ter gasto mais de R$ 166 milhões para zerar o deficit de vagas no sistema carcerário. De 2002 a 2009, o número de pessoas presas no Espírito Santo passou de 2.885 para 8.059 (dados até setembro), um crescimento de 180% em menos de sete anos.

A situação dos presídios em Novo Horizonte e Tucum foi tratada na última reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH). Segundo a conselheira Ivana Farina Navarrete Pena, há superlotação nas celas, pessoas doentes, sujeira e esgoto a céu aberto. Ela faz parte da comissão que esteve nos dias 15 e 16 de outubro nos presídios capixabas.

O relatório do CDDPH, disse Roncalli, foi elaborado sem que o governo do estado fosse ouvido. “A comissão não foi ao Espírito Santo para ouvir autoridades. A razão da visita foi ver as instalações dos presídios”, argumentou o presidente do grupo que esteve no Espírito Santo, Percílio de Sousa Lima Neto. Ele afirmou que a visita teve participação do subsecretário para Assuntos do Sistema Penal, José Otávio Gonçalves.

Na avaliação de Lima Neto, o estado começou a agir após as solicitações do CDDPH, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e do Conselho Nacional de Justiça. Uma nova missão do CNJ, chefiada pelo juiz Erivaldo Ribeiro, deverá ocorrer no começo do próximo mês.

Para Roncalli, o CDDPH e o governo do Espírito Santo “têm objetivos comuns”. “Mas o problema é a complexidade do sistema prisional”, acrescentou. Segundo ele, “é preciso conhecer a realidade do sistema prisional como um todo”. Ele informou que a Secretaria de Justiça não recebeu nenhuma denúncia ou informação do CDDPH.

O relatório do CDDPH foi entregue ontem (21) em Brasília ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Em 1º junho, a Procuradoria-Geral da República recebeu o pedido do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária para intervenção no Espírito Santo por causa da situação prisional.

Segundo Gilda Carvalho, procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Gurgel vai examinar o caso e solicitará informações. “Com base nas respostas, ele fará avaliação quanto ao pedido de intervenção.”

Roncalli acredita que “mantida a política [de ampliação de vagas presidiárias] o estado chegará a uma situação mais confortável”. A própria Secretaria de Justiça, no entanto, projeta que, em 2012, apesar dos atuais investimentos na criação de vagas no sistema carcerário, ainda poderá haver deficit nos presídios capixabas.

A estimativa foi estabelecida considerando um crescimento de 10% ao ano da população carcerária. Segundo a secretaria, 90 pessoas são presas por semana e 40 deixam as unidades prisionais, o que representa um saldo de 50 novos presos a cada sete dias.

Para Roncalli, não há nas prisões experiências de ressocialização para recuperação dos presos e os presídios, sem gestão, necessitam de um “novo paradigma” para atender a população carcerária. Ele avalia que a discussão sobre política carcerária é muito recente porque a sociedade não vê essa população. “A população sempre foi invisível. Passou a ser vista depois daquelas rebeliões nos presídios de São Paulo nos anos 1990.”

Fonte: Agência Brasil

Tags: , , Em: Política

DÊ SUA OPINIÃO, FAÇA SEU COMENTÁRIO. (0)




Seu comentário será publidado após a aprovação do administrador.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Programa Nuclear Brasileiro é tema de seminário thumbnail

Programa Nuclear Brasileiro é tema de seminário

Diretores e técnicos da Eletronuclear, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e
Dilma visita obras de São Francisco e da Ferrovia Transnordestina thumbnail

Dilma visita obras de São Francisco e da Ferrovia Transnordestina

A presidenta Dilma Rousseff começa hoje (8) uma viagem de dois dias pelo
Segunda chamada do ProUni já está disponível na internet thumbnail

Segunda chamada do ProUni já está disponível na internet

O Ministério de Educação (MEC) liberou os resultados da segunda chamada do Programa
Caixa teve maior crescimento percentual dentre os bancos em 2011 thumbnail

Caixa teve maior crescimento percentual dentre os bancos em 2011

O Banco Itaú registrou o maior lucro líquido anual da história dos bancos